Feira Científico-Cultural celebra 40 anos com ciência e inovaçãoProgramação reuniu estudantes do Pinocchio e do Colégio Martha Falcão em projetos sobre ciência, tecnologia, cultura e futuro

A ciência, a tecnologia, a cultura e a criatividade dos estudantes estiveram reunidas em mais uma edição da Feira Científico-Cultural INFS, que em 2026 completou 40 anos de história. Com o tema “Quatro Décadas que Transformaram o Mundo — e o Futuro que Começa Agora”, a programação foi realizada nas unidades do Pinocchio Centro Educacional e do Colégio Martha Falcão, em Manaus, e propôs uma viagem pelas principais transformações científicas, tecnológicas, culturais e socioambientais ocorridas desde 1986, além de convidar os alunos a imaginar os próximos dez anos. A visitação foi aberta ao público externo, incluindo alunos e pais de outras escolas.

Entre os destaques da feira esteve a participação dos pais e responsáveis, assim como pesquisadores de órgãos importantes do Amazonas, entre eles, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

No Pinocchio, a feira foi realizada com a participação de 91 alunos de oito turmas, responsáveis pela apresentação de nove projetos. Já no Colégio Martha Falcão, a programação ocorreu contemplando, respectivamente, os Anos Iniciais e os Anos Finais e Ensino Médio.

A proposta deste ano foi estruturada em cinco eixos temáticos, que percorreram diferentes momentos entre 1986 e 2036. Os quatro primeiros revisitaram as décadas de existência da feira, enquanto o quinto projetou o futuro. O percurso passou pelas origens, pela chegada da internet, pela aceleração provocada pelos smartphones e redes sociais e pelo atual cenário marcado pela inteligência artificial, pandemia, emergência climática e protagonismo da Amazônia no debate global. O último eixo convidou os estudantes a pensarem nas transformações que poderão marcar a próxima década.

Mais do que uma exposição de trabalhos, a Feira Científico-Cultural foi desenvolvida como parte da rotina pedagógica dos estudantes. As pesquisas foram construídas ao longo de várias semanas, envolvendo conversas, observações, experiências, pesquisas, atividades práticas e produções realizadas pelos próprios alunos.

A interdisciplinaridade foi um dos principais elementos da proposta. Ciências, História, Matemática, Linguagem, Arte, Tecnologia e Educação Ambiental apareceram integradas nos projetos, permitindo que os estudantes relacionassem diferentes conhecimentos para compreender situações do cotidiano e propor novas possibilidades.

No Pinocchio, por exemplo, entre os projetos desenvolvidos estiveram “Meios de Comunicação”, que compara as formas de comunicação do passado e do presente; “Como chegamos até aqui”, sobre a evolução dos meios de transporte e a busca por alternativas mais sustentáveis; e “Brincar ontem e hoje”, que resgata brinquedos e brincadeiras de outras gerações.

Também foram apresentados trabalhos como “Papelão e criatividade – Pequenos arquitetos”, que transforma materiais que seriam descartados em brinquedos e construções, e “A tecnologia da natureza”, que observa soluções encontradas em seres vivos, como a arquitetura do joão-de-barro, a resistência das teias de aranha e a organização das abelhas.

Além das pesquisas, o público pôde conhecer maquetes, protótipos, exposições e produções construídas pelos próprios estudantes. A intenção foi apresentar não apenas o resultado final, mas também o caminho percorrido durante a elaboração dos trabalhos, incluindo perguntas, hipóteses, descobertas e experimentações.

Para o diretor de Marketing do grupo, Nelson Falcão, a Feira representa uma das iniciativas que melhor traduzem a proposta de formação integral defendida pelas instituições. “A Feira Científica e Cultural é um evento pedagógico, interdisciplinar, transdisciplinar e que é um espelho do que a escola entende como uma educação integral. Ela traz ciência, tecnologia e, principalmente, a questão humanista, de como o ser humano vai lidar com essas ferramentas tecnológicas, científicas e culturais e artísticas para construir um mundo melhor, mais justo, mais inteligente, mais consciente e, sobretudo, mais humano”, destaca.

A perspectiva de formação integral também apareceu na própria concepção da edição comemorativa. O projeto dos 40 anos propôs uma reflexão sobre a diferença entre a velocidade do desenvolvimento científico e tecnológico e o ritmo do desenvolvimento humano, colocando questões como ética, relações interpessoais, atenção, convivência e responsabilidade no centro da discussão.

Nesse sentido, os estudantes foram colocados não apenas como espectadores das transformações, mas como protagonistas na construção de possibilidades para o futuro. O quinto eixo, que aborda o período de 2026 a 2036, propôs justamente que eles utilizassem fundamentação científica e criatividade para imaginar os próximos avanços, sem deixar de discutir como garantir que o desenvolvimento humano acompanhe o progresso tecnológico.

Com informações da assessoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também

Observatório CIEE Juventude e Trabalho aponta que 62% dos estudantes universitários dividem a rotina entre estudo e emprego

O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE realizou uma nova edição do CIEE Conecta. O encontro marcou o lançamento do Observatório CIEE Juventude e Trabalho, braço de análise de dados nacionais e inteligência de mercado desenvolvido para estudar os dados, tendências e comportamentos da juventude brasileira e do Hub de Evidências FGV Policy Lab CIEE, […]