Acompanhamento psicológico auxilia familiares de pessoas com Síndrome de Down

Celebrado no dia 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a valorização e inclusão da pessoa com Down. A data, lançada desde 2012 pela Organização Nações Unidas (ONU), é uma campanha global para reforçar os direitos à educação, ao trabalho e à saúde, garantidos a esse público. A data escolhida internacionalmente para tratar da temática faz referência à falha genética no par 21 de cromossomos, que no caso das pessoas com a síndrome, aparece com três exemplares – conhecida como trissomia –, por isso 21/03.

Segundo dados do IBGE, estima-se que no Brasil ocorra 1 em cada 700 nascimentos, o que totaliza em torno de 270 mil pessoas com esta condição genética. Assim como acontece com outras patologias, é essencial que bebês e crianças com Síndrome de Down sejam acompanhados desde cedo, com exames diversos para diagnosticar o quanto antes quaisquer anormalidades cardiovasculares, gastrointestinais, endócrinas, auditivas e visuais; além disso, precisam ser estimuladas desde o nascimento com assistência profissional multidisciplinar para habilitá-las ao convívio e a participação social.

Outro aspecto importante é o acompanhamento psicológico para pai, mãe e outros familiares de pessoas que nascem com a síndrome. O psicólogo Jardiael Herculano avalia que junto com o diagnóstico surgem desafios emocionais, sociais e práticos que muitas vezes são pouco discutidos. “Quando falamos em Síndrome de Down, o foco costuma ser nas necessidades da pessoa diagnosticada, mas é preciso também ter um olhar atento para a família. O nascimento de um filho com Down traz uma mistura intensa de sentimentos, como medo, insegurança, ansiedade e até culpa. Da alegria do novo membro à incerteza do desconhecido, a jornada familiar é marcada por desafios específicos que exigem suporte técnico e emocional”, explica.

O especialista, professor do curso de Psicologia da Estácio, acrescenta que esse processo emocional é natural, mas pode gerar sofrimento quando enfrentado sem apoio.  Por isso, o acompanhamento psicológico para familiares se torna um recurso essencial para promover bem-estar, compreensão e fortalecimento das relações familiares. “A terapia proporciona um espaço seguro para que os familiares expressem suas dúvidas, angústias e expectativas, além de receberem orientação sobre como lidar com as demandas específicas do desenvolvimento da criança”, afirma Jardiael.

“Outro ponto importante é que o cuidado com a saúde mental da família impacta diretamente a qualidade de vida da pessoa com síndrome de Down. Quando pais e cuidadores estão emocionalmente preparados e informados, conseguem oferecer um ambiente mais acolhedor, estimulante e equilibrado. Isso contribui para o desenvolvimento da autonomia, da autoestima e das habilidades sociais da pessoa com a condição, além de auxiliar na adaptação da rotina familiar”, explica o professor de Psicologia.

Com informações da assessoria

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