Durante a Copa, cuidados com alimentação ajudam a evitar picos de pressão arterial e emergências

Com a aproximação da Copa e o aumento das confraternizações durante os jogos, cresce também a preocupação com os excessos na alimentação e no consumo de bebidas alcoólicas. O período costuma ser marcado pelo consumo de petiscos industrializados, frituras e álcool, combinação que pode trazer riscos à saúde, especialmente para pessoas com doenças crônicas.

A docente do curso de Enfermagem da Estácio, Débora Biffi, destaca que o ideal é buscar equilíbrio entre o lazer e os cuidados com o corpo. “É importante manter uma alimentação equilibrada, controlar o consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e sódio, além de moderar a ingestão de bebidas alcoólicas. A hidratação com água também deve ser mantida”, afirma.

A especialista chama atenção principalmente para o excesso de sódio presente em alimentos muito consumidos durante as partidas, como salgadinhos, embutidos e pipoca com muito sal. Segundo ela, esse tipo de alimentação pode elevar a pressão arterial e aumentar os riscos cardiovasculares. “Durante os jogos, o estresse e a excitação emocional podem potencializar os efeitos do excesso de sódio, aumentando o risco de picos hipertensivos”, explica.

Os serviços de emergência também costumam registrar aumento nos atendimentos em dias de partidas decisivas. Entre os casos mais frequentes estão crises hipertensivas, dores no peito, arritmias cardíacas, intoxicação alcoólica, crises de ansiedade e acidentes domésticos. Pessoas com hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, histórico de AVC ou infarto e idosos devem redobrar os cuidados nesse período.

Mesmo durante as confraternizações, é possível fazer escolhas mais saudáveis. A recomendação é substituir alimentos ultraprocessados por opções mais leves, como castanhas sem sal, frutas, legumes e carnes assadas. A pipoca também pode ser consumida, desde que preparada com menos óleo e sal. Bebidas açucaradas podem dar lugar à água, água com gás e sucos naturais.

Outro ponto de atenção é a combinação entre álcool e fortes emoções durante os jogos. “O álcool pode aumentar a frequência cardíaca e interferir na pressão arterial, enquanto o estresse emocional eleva a liberação de adrenalina. Juntos, esses fatores aumentam o risco de arritmias e eventos cardiovasculares agudos”, afirma Débora.

Entre os sinais de alerta que exigem atenção estão dor no peito, falta de ar, tontura, dor de cabeça intensa, palpitações, náuseas e visão turva. Nesses casos, a orientação é interromper as atividades, manter a pessoa em repouso e procurar atendimento médico imediatamente, acionando o SAMU pelo telefone 192.

Com informações da assessoria

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