Servidores de 14 municípios participam de curso sobre percepção de riscos geológicos em áreas turísticas

Objetivo é a prevenção de desastres e a preservação dos atrativos turísticos

Servidores de 14 municípios do interior do Amazonas estão participando, desde a segunda-feira (11/07), do curso “Percepção de Riscos Geológicos e de Geoparques/Patrimônio Geológico” que tem o intuito de realizar o ordenamento territorial e a prevenção de desastres geológicos em áreas turísticas. O curso, que é uma parceria entre a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), acontece presencialmente em Presidente Figueiredo (a 117 km de Manaus) e online, por meio do link https://www.escolavirtual.gov.br/curso/715 até o dia 16/07.

Dentre os assuntos abordados, durante os seis módulos, estão: os conceitos fundamentais e metodologias referentes a patrimônio geológico; processos hídricos; mapeamento de áreas de risco geológico, inclusive em áreas turísticas; utilização de produtos cartográficos; bem como visita a áreas com risco geológico e patrimônio geológico.

“O curso foi pensado após a tragédia que ocorreu em Capitólio, no estado de Minas Gerais, onde uma rocha se desprendeu de um cânion e caiu sobre uma embarcação. É necessária, portanto, uma atuação preventiva do Estado e dos municípios para que não ocorra nenhuma situação semelhante no Amazonas, além de auxiliar na preservação do atrativo turístico”, explicou o presidente da Amazonastur, Gustavo Sampaio.

Barcelos, Careiro, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Manaquiri, Maués, Novo Airão, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã e Uarini são os municípios que participam da capacitação.

De acordo com o supervisor de gestão territorial do CPRM, José Luiz Marmos, os dois temas abordados durante o curso estão muito atuantes nos últimos tempos no âmbito da geologia, sendo realizado o mapeamento dos 62 municípios do Estado em relação às áreas de risco.

“Estamos batalhando para que o município de Presidente Figueiredo seja classificado como Geoparque de categoria internacional junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)”, disse.

O curso também visa que os servidores sejam multiplicadores dos métodos empregados.

“Parabéns a todos por essa iniciativa, estamos aqui como estudantes, mas, ao mesmo tempo, para poder contribuir com esse momento histórico. Cada município do Amazonas e do Brasil tem as suas peculiaridades e por isso a gente está aqui. Rio Preto da Eva também é banhado pelo Rio Urubu, temos cachoeiras e grutas que foram catalogadas, mas a nossa predominância no turismo é balneário”, afirmou o secretário municipal de Planejamento, Agroindústria, Comércio e Turismo de Rio Preto da Eva, Ronisley da Silva Martins.

***Com informações da assessoria.

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