Instabilidade geopolítica afeta cadeia produtiva do trigo, gerando alta de preço do pão francês, em abril

Apesar da trégua nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã, os impactos da guerra continuam a afetar diversas cadeias produtivas globais. No Brasil, isso gera grande apreensão em setores como a Indústria, que monitoram de perto os desdobramentos da instabilidade internacional. Essa situação compromete a oferta global de produtos essenciais, como o trigo, e consequentemente pressiona a alta dos preços.

Diante deste cenário, o Sindicato das Indústrias do Trigo nos Estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Amapá (SINDITRIGO) se manifestou sobre os preços do trigo, matéria-prima fundamental para diversos alimentos, que estão previstos para registrar alta já no mês de abril. Base da farinha usada pelas padarias, hoje, apenas 40% do trigo consumido no país é produzido internamente, enquanto os outros 60% são importados, em um volume de cerca de 6 milhões de toneladas por ano.

Na região Norte, o reajuste no preço do trigo, com impacto na farinha, decorre principalmente do aumento dos custos logísticos, impulsionados pela elevação dos combustíveis e fretes, além das dificuldades de atendimento à região. Soma-se a isso outros fatores, como maior exigência por qualidade, com necessidade de trigos de maior teor de proteína, encarecendo a matéria-prima. Outros itens que compõem o preço final do pão também já estão mais caros, 28% do custo vêm da farinha e de outros ingredientes, 14% de embalagens e mão de obra, 28% de energia elétrica e 30% de impostos, aluguel e margem de lucro.

“Embora a Argentina siga como origem mais competitiva, há limitações na qualidade disponível, exigindo complementação com trigos de padrão superior e maior custo. Adicionalmente, a partir de 1º de abril de 2026, passou a incidir PIS/COFINS sobre a importação, elevando ainda mais os custos. Diante desse cenário, os repasses de preço tornam-se inevitáveis para garantir o fornecimento com o padrão exigido”, afirmou o presidente do SINDITRIGO, Rui Brandão.

De acordo com Brandão, praticamente toda a cadeia de produção do cereal será afetada pela alta dos preços, atingindo produtos derivados e alimentos mais comuns à base de trigo, como pães, massas, biscoitos e bolachas, bolos e produtos de confeitaria, salgados e produtos industrializados.

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