Chuva e alagamentos: o que você precisa saber para proteger seu veículo 

No Maranhão, os primeiros meses do ano já são, tradicionalmente, a época das chuvas. Como consequência, várias cidades do estado sofrem com chuvas intensas, que desafiam a infraestrutura urbana e resultam em alagamentos, colocando em risco veículos e, em casos extremos, até a vida das pessoas. 

Encarar os alagamentos de forma imprudente ou insegura pode ocasionar sérios problemas para carros e motos, conforme explica o engenheiro mecânico e professor do Núcleo de Engenharias da Wyden, Ricardo Antônio da Silva. “Quando você está num alagamento, o seu carro corre grandes riscos de sofrer um efeito chamado calço hidráulico (quando água invade o sistema do motor, prejudicando o funcionamento dos cilindros e pistões), que pode danificar totalmente o motor, além de afetar componentes como válvulas, biela, cabeçote, sistema elétrico, entre outros prejuízos”, enumera.  

O especialista orienta que, para evitar os riscos, o ideal é não enfrentar o alagamento, esperando o nível da água baixar ou buscando rotas alternativas mais seguras. Isso é ainda mais importante no caso das motos, que são veículos mais leves, mais expostos e mais suscetíveis a acidentes que podem colocar em risco a vida do condutor. Um erro comum é os motoristas entrarem na área molhada aos poucos e, de repente, decidirem seguir enfrentando o alagamento. Se houver dúvida sobre a possibilidade de continuar, observe se a água já ultrapassa a altura do meio do pneu, pois esse é o limite de segurança para carros. No caso de veículos rebaixados, o cuidado deve ser redobrado. Já para motos, o limite é o mesmo: a água não deve ultrapassar a altura do meio da roda. Dessa forma, é possível evitar problemas mecânicos e até acidentes graves provocados pela correnteza. 

Outro ponto essencial para motoristas de carros é, caso já estejam no alagamento, manter uma velocidade constante, sem acelerar ou reduzir bruscamente, a fim de evitar a entrada de água pela admissão do carro e, consequentemente, o contato prejudicial do líquido com o motor. Procure seguir sempre na linha do curso do veículo à frente, pois essa é uma indicação de que a rota pode ser mais segura, livre de desníveis ou buracos que possam prender os veículos ou até colocar vidas em risco. 

É igualmente importante ficar atento a pontos onde existem pontes ou cursos de riachos, bastante comuns nas cidades maranhenses. Essas áreas geralmente apresentam alagamentos mais severos, com correntezas intensas e maiores riscos de rompimento do asfalto. 

Por fim, após atravessar uma área alagada, o professor ressalta a importância de observar possíveis sintomas ou problemas no veículo. Ricardo recomenda testar e aquecer os freios, que, ao entrarem em contato com a água, podem perder parte da potência, por isso a importância de mantê-los aquecidos até chegar na temperatura ideal. Além disso, é importante verificar se a placa do veículo permanece fixada, já que, em muitos casos, a força da correnteza pode desprendê-la. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também

STF decide que aplicação da Lei Maria de Penha independe de vínculo familiar ou afetivo com agressor

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (19), ampliar a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha para casos de violência de gênero contra mulheres mesmo quando não há vínculo doméstico, familiar ou relação íntima de afeto entre vítima e agressor. Com a decisão, as medidas poderão ser concedidas também em situações […]